Foto de peixe ameaçado de extinção vence concurso de fotografia

A foto foi tirada durante um mergulho noturno no Parque Nacional de Abrolhos. O registro garantiu o primeiro lugar num concurso fotográfico nacional, promovido pelo Projeto Budiões, e projetou o nome do Laboratório de Ictiologia e Conservação, instalado na Universidade Federal de Alagoas em Penedo. O professor Cláudio Sampaio conseguiu capturar a imagem do peixe Scarus trispinosus adulto, conhecido como Bico verde ou Budião Azul, que só existe no Brasil e está ameaçado de extinção.

“A gente atrai a atenção e consegue sensibilizar um público que normalmente não mergulha e nunca vai ver um peixe desse. A foto, gente, mostra a beleza dele, parece que ele está sorrindo. Infelizmente a pesca, a poluição e a degradação estão fazendo com que ele fique cada vez mais raro. Aqui em Alagoas, conseguimos ver na APA Costa dos Corais, nas piscinas naturais da Pajuçara e no Pontal do Peba, mas já são bem raros”, comentou Sampaio.

A foto do professor da Ufal venceu a categoria “Budiões” e concorreu com dezenas de fotógrafos submarinhos, alunos e pesquisadores da vida marinha. No júri técnico estavam os melhores fotógrafos submarinos do país, internacionalmente conhecidos.

“Foram centenas de fotos submetidas por fotógrafos submarinos renomados e pesquisadores de diferentes regiões do Brasil para esse concurso. Depois da seleção das fotos, realizada pelo júri técnico, elas foram publicadas no Instagram do Projeto Budiões, onde uma votação popular foi utilizada na escolha. Cada fotografia foi submetida ao público por duas vezes”, explicou o professor.

O objetivo do 1º concurso cultural de fotografia Mar de Budiões foi estimular a produção fotográfica e incentivar as artes no ambiente marinho. A proposta é que a fotografia subaquática seja uma ferramenta de conservação dos mares e oceanos por meio da sensibilização ambiental.

“Para o Laboratório de Ictiologia e Conservação é uma grande satisfação e alegria! É também uma oportunidade para divulgar nosso dedicado trabalho, seja no ensino, pesquisa e extensão, que mesmo sem muitos recursos e infraestrutura, continuamos na busca por melhores condições de trabalho e qualidade de vida. Também pode ser um incentivo a todos os alunos e colegas da Ufal, especialmente aqueles sediados no interior do Estado”, reforçou.

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