Entre os líderes presentes estavam Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, Claudia Sheinbaum, do México, Yamandú Orsi, do Uruguai, Gustavo Petro, da Colômbia, e Cyril Ramaphosa, da África do Sul. Também participou o ex-presidente chileno Gabriel Boric, destacando a importância do evento na formação de uma coalizão forte entre nações do sul global.
Um dos pontos altos do fórum foi a discussão sobre a não intervenção, o respeito à soberania das nações e a defesa do direito internacional. Em uma declaração conjunta, Brasil, Espanha e México se posicionaram contra intervenções militares em Cuba e prometeram aumentar o apoio à ilha, que enfrenta uma grave crise humanitária.
O caráter do evento não passou despercebido por especialistas, que interpretaram as diretrizes apresentadas como uma resposta às políticas internacionais recentes da administração Biden. O professor Rubén Ramos Muñoz, da Universidade Nacional Autônoma do México, destacou que o fórum representa uma reação ao “declínio político, econômico e militar” dos Estados Unidos. Ele argumentou que a convergência de líderes que rejeitam o intervencionismo norte-americano é uma demonstração de força política e um embrião para soluções conjuntas entre países do Sul Global.
Seu colega, David García Contreras, também ressaltou a importância do evento como um contraponto ao unilateralismo, abordando em suas discussões temas como soberania, governança digital e multilateralismo, sempre mantendo um tom diplomático e evitando confrontos diretos com Washington. Ele acredita que a união da esquerda nesse contexto pode fortalecer alternativas a políticas hegemônicas vigentes globalmente.
Em suma, o Fórum Democracia Sempre se configura não apenas como um encontro de líderes, mas como um marco na luta pela multipolaridade e na defesa de um novo paradigma de relações internacionais, que prioriza a soberania e o respeito mútuo entre nações.







