A situação se agravou na zona leste, com o transbordamento do Córrego Tiquatira na Penha, causando ainda mais transtornos para os moradores. No centro da cidade, duas vias da Avenida Nove de Julho foram bloqueadas devido ao acúmulo de água, dificultando a circulação de veículos na região.
O trânsito na capital paulista ficou comprometido, com congestionamentos chegando a 554 km no sábado. A rodovia Ayrton Senna teve o tráfego interrompido entre os quilômetros 13 e 17 devido aos alagamentos. Ruas importantes como a Avenida Cruzeiro do Sul, que liga o centro à zona norte, e o Viaduto Bresser, na zona leste, também foram afetadas pelas enchentes.
Mesmo com a água baixando por volta das 18h de sábado, o Túnel João Paulo II permanecia alagado e bloqueado nos dois sentidos. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que os pontos críticos estavam em observação, enquanto a cidade acumulava 446 km de lentidão.
Na noite de sexta-feira, a Defesa Civil registrou pontos de alagamento transitáveis e intransitáveis em várias regiões da cidade. No entanto, o alerta foi retirado no sábado à tarde, após a água escoar nos locais afetados. A cidade de São Paulo liderou o ranking de acumulado de chuvas no estado, com 91 milímetros registrados na região da Luz, seguida por Bragança Paulista e Sorocaba.
Além dos alagamentos, a chuva também causou problemas no abastecimento de energia elétrica, deixando cerca de 666 mil pessoas sem luz na região metropolitana na noite de sexta-feira. A situação foi amenizada ao longo do sábado, com 120 mil ainda sem luz segundo a distribuidora Enel. O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para a região central do Brasil, válido até segunda-feira (23/12).
