Nesta temporada, a Fórmula 1 já havia iniciado um processo de transformação com a introdução de novas regulamentações que afetam tanto o chassi quanto o motor dos veículos. O novo formato das unidades de potência, agora com uma divisão aproximada de 50% entre energia elétrica e combustão, tinha como objetivo fomentar um desempenho mais sustentável. Contudo, os pilotos relataram questões relacionadas à necessidade de desacelerar em curvas de alta velocidade, visando recarregar a bateria, o que gerou preocupações acerca da segurança e da integridade das corridas.
Uma das críticas recorrentes foi o fenômeno denominado “superclipping”, que resulta na redução automática da velocidade do carro quando a unidade de potência desvia energia para a bateria, ocasionando uma diminuição na performance do piloto, mesmo sob pressão total no acelerador. Em resposta a esses desafios, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) elaborou um conjunto de ajustes que serão integralmente submetidos a uma votação virtual antes de sua implementação.
Entre as mudanças destacadas estão a redução da recarga máxima permitida de energia durante as qualificações, passando de oito para sete megajoules. Essa medida deve incentivar os pilotos a manterem uma condução mais consistente em alta velocidade. Adicionalmente, a potência máxima disponível sob o modo “superclip” terá um aumento de 250 kW para 350 kW, possibilitando uma recarga mais eficiente. Durante as corridas, foram introduzidas medidas que buscam atenuar velocidades excessivas nas aproximações a curvas e minimizar diferenças abruptas de desempenho.
Um novo sistema de segurança será implementado para evitar acidentes entre carros, especialmente em situações onde um veículo parte lentamente e é seguido por um carro mais rápido. Com a aplicação dessas modificações, a expectativa é que a temporada não só ganhe em segurança, mas também se torne mais competitiva e envolvente para os fãs ao redor do mundo.
