Este não é um caso isolado. Há 40 anos, Marçal de Souza Tupã’i, um renomado líder do povo guarani kaiowá, foi brutalmente assassinado no mesmo território. A presença da Polícia Militar na TI Nhanderu Marangatu tem gerado críticas, com Ventura destacando que não há ordem judicial para despejo ou reintegração de posse, questionando a atuação da corporação no local. A situação se agravou ainda mais após um ataque no dia 12 de setembro, que evidenciou a hostilidade dos agentes de segurança contra os indígenas.
Além disso, a presença de Roseli Ruiz, que reivindica a Fazenda Barra e conta com apoio da Polícia Militar, levanta questionamentos sobre possíveis interesses por trás das ações violentas na região. Ventura também apontou que a atuação da Polícia Militar na manipulação do corpo da vítima sugere uma tentativa de obstruir investigações e dificultar o acesso da comunidade guarani kaiowá à justiça.
Diante da escalada da violência, a Comissão Arns emitiu uma nota de repúdio e a deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) solicitou a suspensão das operações policiais na região e a permanência da Força Nacional no território. Enquanto isso, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul nega a existência de ordens de reintegração de posse na área, mas as acusações do Cimi permanecem sem resposta.
A situação na TI Nhanderu Marangatu é preocupante e requer uma atenção urgente das autoridades competentes para garantir a segurança e os direitos dos povos indígenas. A violência e a impunidade não podem prevalecer, e é essencial que medidas eficazes sejam tomadas para proteger essas comunidades vulneráveis.





