Segundo informações da Força Aérea Brasileira (FAB), o exercício tem como objetivo não apenas promover a integração entre as tripulações e equipes médicas, mas também maximizar a utilização de recursos disponíveis e preparar os militares para operações conjuntas. A ênfase está na articulação entre saúde operacional e aviação militar, em um formato que visa preparar os soldados para enfrentar desafios não convencionais.
O tenente-coronel Leonardo Teles Gomes, diretor do exercício, ressaltou a importância da iniciativa em um cenário global cada vez mais volátil, onde ameaças invisíveis e silenciosas podem se materializar de forma repentina e devastadora. Ele mencionou que o treinamento foi idealizado especialmente considerando grandes eventos de massa, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, nos quais a necessidade de uma resposta rápida a possíveis ataques é crítica.
No decorrer do exercício, diversas aeronaves serão empregadas, incluindo o C-105 Amazonas, o KC-390 Millennium, o C-97 Brasília, o C-95 Bandeirante e o H-36 Caracal. Estas aeronaves participarão de simulações que colocarão à prova procedimentos de resgate, estabilização e transporte de pacientes em ambientes potencialmente contaminados.
Além disso, o Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE) está diretamente envolvido na capacitação dos profissionais que utilizarão Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e que serão treinados para o embarque e desembarque de vítimas nas aeronaves. As simulações, que demandam decisões rápidas em situações de risco, são uma parte essencial do treinamento, garantindo que os militares estejam prontos para agir de maneira eficaz em circunstâncias adversas. Este exercício, portanto, não é apenas uma preparação operacional, mas uma medida vital para assegurar a defesa e a saúde pública em momentos críticos.







