De acordo com Padrino, a decisão de nomear Rodríguez para o cargo de presidente interina foi respaldada por uma autorização do Tribunal Supremo de Justiça, que estipulou um mandato inicial de 90 dias para a vice-presidente. A Corte enfatizou que essa ação visa assegurar a continuidade administrativa do Estado e proteger a nação nesse momento de “ausência forçada” da liderança máxima, referindo-se à situação de Maduro.
Durante seu pronunciamento, o ministro Padrino descreveu a detenção de Maduro como um “covarde sequestro”, e fez referências a uma suposta ofensiva que resultou na morte de membros da equipe de segurança presidencial, embora não tenha oferecido pormenores ou números concretos sobre os incidentes. Ele alegou que as ações que levaram à captura de Maduro estavam ligadas a uma intervenção dos Estados Unidos, enfatizando o clima de tensão e insegurança que permeia o país.
Padrino também fez um apelo à população, convocando os cidadãos a retomar suas atividades econômicas, laborais e educacionais nos próximos dias. “A pátria deve caminhar sobre seu trilho constitucional”, exclamou, reforçando a necessidade de estabilidade institucional em meio a um contexto de crise profunda.
Paralelamente, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou a disposição de Washington em colaborar com os novos líderes venezuelanos, contanto que eles “tomem a decisão correta”. Em uma entrevista, Rubio ressaltou que os Estados Unidos monitorarão a situação de perto e, caso não ocorra uma mudança significativa, manterão uma série de pressões sobre o governo local. Ele destacou que ainda é prematuro discutir a realização de novas eleições, uma vez que o país enfrenta uma complexidade de desafios que exigem atenção e ação imediatas.
