Forças Armadas da Costa do Marfim assumem controle da base militar francesa em Port-Bouë; retirada planejada em 2024.

O presidente da Costa do Marfim, Ouattara, anunciou a transferência da base militar francesa do 43º Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais (MAB) em Port-Bouë para as Forças Armadas locais. Com cerca de mil soldados estacionados no 43º MAB, a decisão foi tomada como parte do processo de modernização do Exército marfinense.

“A modernização do nosso Exército é uma realidade e, dentro dessa estrutura, optamos pela retirada planejada e coordenada das forças francesas da Costa do Marfim”, afirmou o presidente Ouattara. A base militar também receberá um novo nome em homenagem ao general Ouattara Thomas d’Aquin, o primeiro chefe do Estado-Maior do Exército marfinense, como forma de reconhecimento por seu trabalho.

Além disso, a decisão da Costa do Marfim de transferir a base militar francesa segue o exemplo de outros países da região do Sahel. Mali, Burkina Faso e Níger, que formaram a Confederação da Aliança dos Estados do Sahel no último ano, solicitaram a saída das tropas francesas de seus territórios até 2024. Esta iniciativa reflete a busca por uma maior integração regional e uma alternativa à influência estrangeira na região.

Senegal e Chade também seguiram o movimento de retirada das tropas francesas de seus territórios, denotando uma tendência de independência e soberania na gestão de assuntos relacionados à defesa nacional e à segurança interna. A transferência da base militar francesa na Costa do Marfim pode representar o início de um novo capítulo na relação entre os países africanos e potências estrangeiras, buscando maior autonomia e controle sobre questões militares e geopolíticas na região.

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