Entre as novas aquisições programadas para 2026, 24 unidades do F-35A e 24 do F-15EX estão previstas. Essa transição se justifica pelo fato de que os F-15C/D, utilizados pela Guarda Aérea Nacional, são relíquias da Guerra Fria, apresentando agora fuselagens envelhecidas e desafios significativos em manutenção e operação. O F-35A, apesar de suas características avançadas, apresenta limitações, como menor alcance e capacidade de carga em comparação ao F-15EX, que é visto como vital para as missões de superioridade aérea.
Além disso, a escassez de aeronaves é exacerbada por cortes nos programas de compra dos caças F-22 e F-35, que não conseguem suprir a demanda e, somado a isso, o gasto elevado em manutenção tem gerado uma situação alarmante. Essa realidade é ainda mais complicada pelo desenvolvimento em curso da aviação militar chinesa, que já testou um caça de sexta geração, desafiando assim a liderança aérea dos EUA.
O Pentágono também destaca a ineficácia de aeronaves como o A-10 Thunderbolt II, que, apesar de sua longevidade, são consideradas inadequadas para conflitos modernos. A proposta é que todas as 162 unidades desse modelo sejam desativadas até 2029, objetivando uma economia significativa nos custos operacionais.
Integrar modernização e inovação nas compras de caças será crucial para restaurar a capacidade da Força Aérea dos Estados Unidos e garantir sua competitividade no cenário militar global contemporâneo.
