Após quatro horas de cirurgia, a fonoaudióloga foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Getúlio Vargas, localizado na Penha. Apesar da gravidade do ferimento, ela chegou ao hospital lúcida e consciente, mas necessitou de uma intervenção cirúrgica significativa, uma vez que o projétil transfixou sua traqueia, causando ainda uma lesão na coluna vertebral.
De acordo com informações da Polícia Militar, o tiroteio começou quando agentes do 41º Batalhão patrulhavam a área próxima à comunidade do Trem. Ao serem atacados, os policiais revidaram, levando os criminosos a fugirem. O coletivo em que a mulher se encontrava estava passando pela Avenida Meriti, nas proximidades do Colégio Pio XII, quando os disparos foram ouvidos, provocando pânico entre os passageiros.
Antônio Figueiredo, inspetor da empresa que opera o ônibus, relatou que a situação dentro do veículo foi caótica, com muitos passageiros se jogando ao chão em busca de proteção. A fonoaudióloga foi encontrada ferida e recebeu atendimento imediato. O motorista do ônibus, abalado pelo ocorrido, não estava em condições de continuar a conduzir o coletivo. Um policial militar, que estava presente, ofereceu-se para assumir o volante e levou a vítima até o hospital. Antes de deixar o local, o motorista recebeu um copo de água com açúcar para tentar acalmar os nervos.
Durante o percurso até a unidade de saúde, o ônibus acabou se envolvendo em uma colisão com uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), complicando ainda mais a situação. O episódio destaca a crescente violência nas ruas da cidade e os riscos enfrentados por cidadãos comuns em meio a confrontos armados entre autoridades e criminosos. A comunidade aguarda não apenas a recuperação da fonoaudióloga, mas também medidas efetivas para garantir a segurança nas áreas mais afetadas pela criminalidade.




