O monitoramento, realizado por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA), contabilizou que aproximadamente 3,6% da população entre 0 e 17 anos vivia em domicílios com insegurança alimentar grave em 2024, um número inferior aos 4,8% reportados no ano anterior. Além disso, a situação nutricional das crianças também apresentou melhorias, com a taxa de magreza acentuada caindo de 2,8% para 1,8%, e a obesidade diminuindo de 6,4% para 5,7%.
Esses resultados são atribuídos a um conjunto de políticas públicas focadas na ampliação do acesso à renda e alimentação, além de suporte nutricional. O ministério destacou que o Benefício Primeira Infância, integrado ao programa Bolsa Família, tem sido fundamental nesse cenário. Desde março de 2023, aproximadamente 9 milhões de crianças entre 0 a 6 anos receberam um auxílio de R$ 150 mensais. Para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, adicionalmente, um pagamento de R$ 50 mensais é destinado a cerca de 15 milhões de beneficiários.
Outro fator relevante no avanço dos indicadores de saúde alimentar é o fortalecimento do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Dados recentes mostram que 7,9 milhões de crianças menores de 5 anos tiveram seu peso e altura monitorados por serviços de saúde, representando um aumento na cobertura desses serviços públicos em comparação com anos anteriores. Este panorama traz esperança e mostra que políticas efetivas podem reduzir a fome entre os menores, um desafio persistente na sociedade brasileira.





