Em 2026, um grupo de amigos liderado pela professora Joana Contino, de 45 anos, segue com uma tradição que começou em 2020: cada ano, eles escolhem um tema para suas fantasias. Para celebrar o terceiro décimo aniversário do Carnaval, a inspiração deste ano vem da CPI das apostas online, resultando em divertidos trocadilhos como “Bete Balanço” e “Betty Boop”, entre muitos outros. A professora explica como cada membro do grupo se dedica a confeccionar suas próprias fantasias, criando um verdadeiro espetáculo de criatividade.
O bloco que adotaram para sua apresentação é o famoso Cordão do Boitatá, um dos favoritos dos foliões. Outra figura marcante deste Carnaval é Vinícius Ayres, de 39 anos, que se veste de Águia da Portela. Para ele, o investimento em sua fantasia, composta por peças que foram compradas online e de lojas, é apenas uma parte do que ele considera ser a melhor época do ano.
O Carnaval também é uma ocasião especial para as famílias. A advogada Thais Mattos, por exemplo, leva seus filhos para a festa, incluindo a pequena Maria Flor, que faz sua estreia no carnaval de rua do Rio. Para Thais, o ambiente familiar do Boitatá e a alegria contagiante das músicas tornam a experiência ainda mais especial.
As fantasias não apenas fazem referência à cultura popular, mas também a icônicos personagens da televisão. A stylist Paloma Borges, de 34 anos, há anos homenageia personalidades famosas, e desta vez, ela faz questão de exibir sua fantasia inspirada em Hebe Camargo, com todo o cuidado nos detalhes da roupa e do acessório que não passam despercebidos.
Outros foliões também estabelecem suas tradições. A gerente comercial Bruna Botto, de 40 anos, diz que é a “Ana Maria do Carnaval” há uma década, sempre fazendo pequenas alterações em sua fantasia de acordo com o tema do ano. Essa continuidade não só aumenta o valor das fantasias, mas também enriquece a experiência de quem participa.
Não é só a fantasia que atrai atenção, mas também a interação que elas geram. Odair Zani, um cenógrafo de 58 anos que já sai fantasiado de flamingo há nove anos, revela que muitas vezes passa mais tempo tirando fotos do que dançando. Sua ideia com isso foi criar um grupo de amigos para compartilhar a diversão.
Por outro lado, mesmo as fantasias grandes podem causar preocupações sobre o conforto dos foliões. O engenheiro eletricista Vinícius de Bem, que se vestiu de padre em um bloco, admite que a temperatura está alta, mas mesmo assim acredita que se divertir vale a pena. Ele percebeu que se encaixar em um personagem torna mais fácil a interação com os outros, agregando valor à experiência do carnaval.
Essa profusão de criatividade e interação revela que, mais do que as fantasias em si, o que realmente importa no Carnaval são as histórias e as memórias que as pessoas criam juntas. É a celebração da vida em sua forma mais pura, um verdadeiro espetáculo de diversidade e alegria.







