O estágio do foguete, que possui cerca de 14 metros de comprimento e pesa aproximadamente quatro toneladas, permaneceu em órbita desde janeiro de 2025. Nesse período, ele lançou dois módulos destinados a pousos lunares: um deles, o Blue Ghost-1, desenvolvido pela Firefly Aerospace dos EUA, completou sua missão com sucesso, enquanto o Hakuto-R, da japonesa iSpace, falhou em sua tentativa de pouso.
A trajetória do estágio até a Lua foi resultado de uma combinação de fatores, como a atividade solar e a ação das forças gravitacionais. A NASA informou que a SpaceX seguiu rigorosamente os procedimentos de descarte do estágio após o seu lançamento, garantindo que as operações se mantivessem dentro das normas estabelecidas.
Astrônomos independentes foram os primeiros a detectar a trajetória do objeto, utilizando dados acessíveis ao público. Posteriormente, o Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA confirmou que a probabilidade de colisão com a superfície lunar era de 100%. Embora o impacto não tenha sido visível a olho nu e nem por telescópios devido à iluminação na região, essa colisão será objeto de estudo detalhado. O Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que orbita a Lua desde 2009, realizará imagens antes e após o impacto, com previsão para divulgação nos próximos dias.
Estimativas da NASA sugerem que a colisão resultou na formação de uma cratera com cerca de 18 metros de diâmetro e 3,5 metros de profundidade, espalhando poeira e fragmentos rochosos para a área ao redor. A energia expelida durante o impacto é comparável à explosão de aproximadamente 2,8 toneladas de TNT. Apesar da magnitude do incidente, a agência observa que impactos desse tipo são relativamente frequentes na Lua, com um meteoroide de energia semelhante atingindo a superfície a cada seis dias. No entanto, a singularidade deste evento reside no fato de que os cientistas tinham conhecimento exato sobre o objeto em questão, incluindo sua massa, velocidade e local da colisão, o que permitirá análises detalhadas sobre o material ejetado e a composição do solo lunar.
Além disso, os pesquisadores estão otimistas quanto à possibilidade de que esse estudo forneça novas informações sobre a presença de gelo de água no subsolo lunar, oferecendo assim mais um passo para entender melhor as características do nosso satélite.





