A reunião, que atraiu cerca de 70 parlamentares, foi pautada por um clima de preocupação e descontentamento. Nos bastidores, Flávio enfrentou cobranças sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, que, após ser preso e monitorado electronicamente, permanceu no centro das atenções. Durante os diálogos, o senador confirmou que manteve encontros com Vorcaro mesmo após a prisão do empresário, ao que alguns deputados reagiram com desconforto, temendo novos desgastes.
Flávio insistiu para os presentes que “não há mais nada” a respeito de sua ligação com Vorcaro, já tornada pública, e reforçou que todo contato com o banqueiro focou exclusivamente na viabilização do financiamento para o longa sobre Jair Bolsonaro. A afirmação de que os diálogos não envolviam irregularidades se baseou na ideia de que nunca deixaria registros comprometedores se estivesse ciente de um possível ilícito.
O senador argumentou que, se tivesse recebido informações sobre a gravidade da situação, teria buscado outras fontes de financiamento. Não obstante, a conversa foi marcada por versões contraditórias acerca do apoio financeiro do empresario ao projeto, o que elevou a turbulência interna. Precedentes como declarações de Mario Frias, que negou o financiamento enquanto Flávio já reconhecia, não ajudaram a estabilizar a situação.
Para tentar reverter o clima pesado, Flávio exibiu um trailer inédito de “Dark Horse” no final da reunião, que retrata a campanha presidencial de Jair Bolsonaro e traz imagens do atentado ao ex-presidente. A decisão de mostrar o material gerou aplausos e, possivelmente, serviu como um alívio momentâneo, ao menos na parte final do encontro.
Ao deixar a sala, Flávio reiterou a jornalistas que seus contatos com Vorcaro foram exclusivamente relacionados ao projeto cinematográfico. Contudo, a situação permanece delicada e as incertezas que a cercam continuam a inquietar os membros do PL, que se mostram apreensivos quanto a possíveis desdobramentos que podem impactar a pré-campanha eleitoral.
