A reunião foi mediada pelo deputado Maurício Neves, presidente estadual do PP, que demonstra entusiasmo em ver Marquetto na chapa de Flávio. Construiu-se uma atmosfera cordial durante a conversa, que foi breve, com a presença de Derrite, que também faz parte do cenário político local. Fontes próximas ao senador afirmam que ele saiu do encontro animado, mas decidiu atrasar a definição do nome da vice até um momento mais próximo das convenções partidárias, um movimento estratégico que promete manter o suspense nas articulações políticas.
Embora Flávio ainda não tenha fechado a chapa, tanto ele quanto Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, expressaram a intenção de escolher uma mulher para a posição de vice. O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi cogitado, mas ela demonstrou resistência em aceitar a proposta. Há uma preocupação crescente em ampliar o eleitorado feminino e alcançar segmentos evangélicos e do Nordeste, evidenciada pela busca de opções que possam atender a essas demandas.
Entre os nomes que circulam nos bastidores, a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) aparece como uma escolha promissora, sendo próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e ligada à mesma igreja da ex-ministra Damares Alves. Outra possibilidade é a vereadora de João Pessoa, Eliza Virgínia (PP), que se destaca por sua atuação em pautas conservadoras e sua forte presença nas redes sociais e no meio religioso. No entanto, seus aliados avaliam que a seleção de Eliza poderia reforçar uma base já existente, ao invés de ampliar o alcance eleitoral da chapa, um fator que merece consideração estratégica.
Adicionalmente, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também surge como um nome potencial na disputa, embora sua candidatura à presidência da República possa complicar ainda mais as articulações para o cargo de vice. O cenário continua a ser moldado enquanto os protagonistas se preparam para as etapas decisivas da corrida eleitoral.





