O senador, em suas declarações, não se dirigiu diretamente ao recente escândalo envolvendo seu suposto vínculo com Daniel Vorcaro, do banco Master — que ganhou destaque após a revelação de conversas privadas sobre o financiamento de um filme dedicado à trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, ele enfatizou que as instituições e o sistema político estão sendo manipulados para desestabilizar sua candidatura, referindo-se ao uso do “aparato estatal” contra opositores.
“Resolvem-se os problemas do Brasil pela política. Estou aqui para garantir um futuro melhor para minhas filhas e para todas as crianças do nosso país. Apesar de todas as perseguições e da má gestão que se observa em Brasília, é crucial que lutemos pela Constituição e pela segurança jurídica que todos merecemos”, declarou Flávio, em um tom apolítico, mas grave.
Além de criticar a administração do PT, ele expressou sua intenção de promover uma anistia abrangente para aqueles envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, que, de acordo com suas falas, pode incluir seu pai. “Nós vamos buscar pacificação e o fim da era de ódio que se instaurou, prevendo um governo que coloca a Constituição acima de tudo e todos”, afirmou, com uma visão de mudança que promete um novo rumo para o país.
No encerramento de seu discurso, Flávio ressaltou que sua candidatura será pautada na busca por harmonia entre os Poderes e no respeito à lei, propondo um futuro em que as instituições voltem a ser respeitadas. A questão que paira no ar, à medida que ele avança em sua trajetória eleitoral, é se esta mensagem permanecerá ressoando nos próximos meses ou se as contrariedades que enfrenta irão eclipsá-la.





