Flávio Bolsonaro se diz perseguido e promete anistia a golpistas em discurso na Marcha dos Prefeitos

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, utilizou um evento da Marcha dos Prefeitos para se manifestar sobre as dificuldades que, segundo ele, enfrenta em sua trajetória política, alegando estar sendo alvo de perseguições. Em seu discurso, Flávio não fez referência explícita a recentes revelações sobre sua relação com Daniel Vorcaro, do banco Master, mas insinuou que há um “uso do aparato estatal” direcionado contra sua pessoa.

Flávio, que possui uma longa carreira política de 24 anos, enfatizou seu desejo de contribuir para um Brasil melhor, não apenas para suas filhas, mas também para as crianças de todos os presentes no evento. “Mesmo com todas as perseguições e um sistema que quer manter as coisas como estão, temos que olhar para Brasília com esperança, e não com nojo”, declarou, aludindo a sua insatisfação com a atual situação política do país, que ele vê marcada por desrespeito à Constituição e insegurança jurídica.

O senador também fez críticas contundentes ao Partido dos Trabalhadores (PT) e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele reafirmou sua proposta de promover uma anistia para todos os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, uma medida que abrangeria até seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Este, atualmente em prisão domiciliar, foi condenado por seu papel nas tentativas de subverter a ordem democrática.

Flávio Bolsonaro afirmou que, se escolhido como presidente, trabalharia para que a era do ódio fosse substituída pela paz, promovendo um governo que priorizasse a convivência harmônica entre os Poderes e a aplicação uniforme da lei. “Vamos alcançar a pacificação no país e dar fim à era do PT”, garantiu ele.

Além disso, em uma recente conversa com outros parlamentares do PL, Flávio confirmou ter visitado Vorcaro, enfatizando que a visita ocorreu em um momento delicado, quando o executivo estava sob prisão domiciliar. Essa revelação vem à tona em meio a discussões sobre supostas transações financeiras entre eles para a produção de um filme relacionado à trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, levantando questões sobre a legalidade e a ética dessas interações.

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