Flávio também destacou a necessidade de uma “redução drástica” no número de ministérios e cargos federais, uma medida que, segundo ele, ajudaria na desburocratização da máquina pública. O senador expressou preocupação com a demarcação de terras indígenas e questões ambientais, afirmando que a insegurança jurídica permeia essas áreas, dificultando a previsibilidade necessária para investimentos em infraestrutura e no agronegócio.
Em um tom crítico, o senador fez menção à atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, segundo ele, tem levado o setor agrícola a uma situação de endividamento devido ao que chamou de “gastança desenfreada”. Flávio ressaltou que as tentativas do governo de aumentar a arrecadação por meio da criação de novos tributos ou da elevação de impostos já existentes são problemáticas, especialmente considerando que a carga tributária ultrapassou a marca de 32% do PIB e a dívida pública se aproxima de R$ 10 trilhões.
Ao abordar a questão da administração pública, Flávio defendeu a criação de uma secretaria nacional cuja função seria desburocratizar os processos governamentais, assim como a venda de participações do governo em empresas privadas. Ele menciona que em seu primeiro ano de governo, já havia promovido cortes significativos de cargos em comissão, e acredita que essa é uma prioridade a ser retomada.
O senador não se esquivou em sua análise crítica sobre a ideologização de pautas, que resultaria em um excesso de burocracia, e fez um apelo para a valorização da produção nacional de fertilizantes, além de um incentivo à exploração de petróleo na Margem Equatorial. Ele acredita que a revisão dos modelos de leilão para a exploração do petróleo poderia gerar recursos substanciais, que poderiam ser direcionados para abater juros da dívida pública e financiar projetos de infraestrutura.
Por fim, Flávio enfatizou que a redução de gastos públicos não deve prejudicar a população em situação de vulnerabilidade, ressaltando que o orçamento é um ‘bolo’ que deve ser expandido, e não só redistribuído. Ele sugeriu que ativos da União, como imóveis que atualmente geram despesas, poderiam ser convertidos em caixa por meio de um fundo, gerando recursos para a implementação de políticas e investimentos que realmente beneficiem a sociedade.





