O senador argumentou que as economias brasileira e norte-americana são complementares, o que, segundo ele, justifica essa união comercial. Ele menciona como exemplo um recente acordo firmado entre o governo argentino e os Estados Unidos, que permitirá a isenção de tarifas para centenas de produtos. Flávio acredita que a Argentina poderia se juntar a essa nova área de livre comércio, ampliando assim o mercado consumidor do bloco.
Entretanto, a proposta de Flávio Bolsonaro enfrenta um obstáculo significativo: as regras do Mercosul, do qual o Brasil é membro. O Mercosul estabelece diretrizes que exigem que negociações de acordos de livre comércio com países externos sejam realizadas de maneira conjunta por todos os seus membros. Embora haja discussões sobre a flexibilização dessas regras, principalmente defendidas por Argentina e Uruguai, o Brasil ainda se encontra atado a compromissos existentes dentro do bloco, o que dificulta a viabilidade da ideia proposta.
Atualmente, Flávio Bolsonaro se encontra em Washington, onde participou de uma audiência pública organizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O USTR está avaliando a possibilidade de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com recomendações a serem apresentadas até o dia 15 de julho. Em meio a esse cenário de incerteza econômica, o senador pretende usar sua visita para apresentar a proposta de AFTA como uma alternativa estratégica para fortalecer as relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos, tentando mitigar impactos negativos que uma possível sobretaxa poderia causar.
Assim, a ambição de Flávio Bolsonaro por uma nova aliança comercial nas Américas se choca com a complexidade das regras do Mercosul e com os desafios atuais no comércio internacional. O desenrolar desta proposta e sua aceitação permanecem como um tema crucial nas discussões econômicas futuras.
