Flávio, que também é mencionado nas investigações, aproveitou a oportunidade para sugerir a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) a fim de elucidar as fraudes financeiras associadas ao Banco Master, ligando o episódio ao Partido dos Trabalhadores (PT). Em suas declarações, o senador ressaltou: “Escândalo envolvido o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!”
A operação foi realizada no contexto da nona fase da denominada Operação Compliance Zero, ordenada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação ganhou força com a revelação de que a nora de Wagner teria recebido a quantia de R$ 11 milhões do banco, valor que foi repassado à empresa BK Financeira, da qual ela é proprietária. Em resposta, Wagner negou qualquer envolvimento e afirmou que não tinha conhecimento de investigações relacionadas, destacando que sua empresa atuou nos conformes da lei.
O escândalo do Banco Master também impacta diretamente a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, especialmente após a divulgação de áudios em que ele solicita auxílio financeiro de Daniel Vorcaro, proprietário do banco, para a finalização do filme “Dark Horse”. Os áudios revelam a preocupação do senador com a quitação de compromissos assumidos com a equipe do longa, incluindo figuras como o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh.
Além disso, a situação se complica com as revelações sobre Eduardo Bolsonaro, deputado federal licenciado e irmão de Flávio, que estaria ativamente ligado à estrutura financeira do filme. As investigações da PF buscam esclarecer se recursos financeiros foram enviados para custear a residência de Eduardo nos Estados Unidos ao longo do tempo.
Em uma tentativa de mitigar os danos à sua imagem, Flávio anunciou a intenção de solicitar a prestação de contas da produtora e do fundo de investimento associado ao filme, enfatizando a necessidade de transparência nesse delicado contexto. As implicações legais e políticas dessa situação complexa continuam a se desdobrar, mantendo Flávio Bolsonaro sob os holofotes da mídia e da opinião pública.





