Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio comentou sobre a inquietação causada pela peça publicitária, sugerindo que se a tecnologia de inteligência artificial já provoca reações intensas do establishment político, isso indica o poder que teriam as palavras de seu pai se ele estivesse fisicamente presente no debate político. “Se uma inteligência artificial já causa essa apreensão no sistema, imagina se o presidente Bolsonaro estivesse aqui pessoalmente falando, defendendo o Brasil junto com a gente”, afirmou, indicando uma crítica não apenas à reação das instituições, mas também à forma como se dá o debate político no país.
O candidato considerou a reação a seu vídeo, que ele garantiu não ter a intenção de enganar o eleitor, como desproporcional. Segundo Flávio, a sua peça não se configura como um “deepfake”, uma prática que envolve manipulação digital para enganar espectadores, ressaltando que a própria narrativa do vídeo deixava claro que se tratava de uma criação artificial. Ele acredita que a tecnologia não deve ser vista como uma ameaça, mas sim como uma nova ferramenta para engajar o público.
A polêmica gerada em torno do vídeo serviu ainda para que Flávio Bolsonaro reforçasse sua argumentação sobre a suposta perseguição política enfrentada por seu pai. Ele pontuou que o uso da inteligência artificial carrega um “simbolismo gigantesco”, sugerindo que tal incidente evidencia que o Brasil ainda não alcançou uma democracia plenamente consolidada.
Ao abordar o tema, Flávio deixou transparecer suas convicções políticas, posicionando-se como um defensor das inovações tecnológicas em meio ao debate democrático, ao mesmo tempo que critica a fragilidade do ambiente político atual. Em um cenário repleto de controvérsias, pode-se observar que a corrida presidencial está apenas começando e as estratégias continuam em constante evolução.
