Os números indicam que, embora o potencial de votos para Flávio tenha diminuído – passando de 28,1% em janeiro para 24,6% agora – ele conseguiu crescer no segmento que afirma que votaria “com certeza” nele, subindo de 26,3% no início do ano para 30,1% mais recente. Por outro lado, o apoio a Lula se manteve relativamente estável, com uma leve queda, de 22,3% em janeiro para 21,4% em março. Entretanto, o presidente viu uma diminuição no número de eleitores que afirmam que votariam nele com certeza, caindo de 31,5% para 30,4%.
Outro ponto a ser destacado é a significativa taxa de rejeição enfrentada por Lula, com 47% dos entrevistados revelando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem uma rejeição de 44,1%, mas essa diferença não se reflete em uma vantagem clara para o senador, visto que a margem entre os dois candidatos é minúscula no segmento que se declara totalmente disposto a votar. O empate técnico é caracterizado pela diferença de apenas 0,3 ponto percentual, que fica dentro da margem de erro da pesquisa.
A análise do apoio revela ainda diferenças notórias no perfil dos eleitores. Lula se destaca entre aqueles que recebem o Bolsa Família, com 44,2% dos beneficiários dispostos a votar nele com certeza, enquanto apenas 19,2% apoiam Flávio. Em contrapartida, no segmento de eleitores que frequentaram celebrações religiosas recentemente, Flávio lidera, alcançando 35,6% contra 26,6% de Lula.
Esses dados desenham um panorama concorrido para as eleições à presidência em 2026, onde a mobilização dos votos indecisos será crucial para ambos os candidatos, refletindo as divisões sociais e ideológicas que permeiam o país.
