A formação da chapa, conhecida como “puro sangue” do PL, encerrará uma disputa interna que havia gerado desavenças entre as lideranças da direita catarinense. Antes da mudança de Carlos, o cenário incluía nomes como a própria Carol e o senador Esperidião Amin, do Progressistas, que está na busca por reeleição.
Com essa definição, Amin foi retirado do apoio do governador Jorginho Mello e agora conta com o respaldo de João Rodrigues, prefeito de Chapecó e também pré-candidato ao governo estadual. Durante um ato político, Amin ressaltou a importância de se ter confiança no resultado eleitoral: “Esta eleição terá dois turnos, e não vi ninguém dizendo que João Rodrigues, chegando ao segundo turno, não será vitorioso.”
O evento em Santa Catarina foi palco de trocas de elogios entre Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, que demonstraram unidade na busca pelas vagas ao Senado nas eleições de outubro. Carlos expressou gratidão pelo apoio recebido, evidenciando a relevância de Carol nesse processo: “Você é fundamental para que tudo isso aqui esteja acontecendo”. Por sua vez, Carol mostrou otimismo em relação à obra que esperam realizar no Senado.
A mudança de Carlos para Santa Catarina faz parte de uma estratégia mais ampla da família Bolsonaro, visando facilitar sua eleição e ampliar a presença da direita no Senado. No Rio de Janeiro, a concorrência é intensa, com o ex-governador Cláudio Castro também na disputa.
Em seu discurso, Flávio Bolsonaro não poupou críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, prevendo que o Partido dos Trabalhadores caia em um estado de “insignificância” após o próximo ano. Ele também se dirigiu a seu pai, Jair Bolsonaro, afirmando que sua “missão” ainda não está concluída e que ele poderá “subir a rampa do Planalto” em 2027.
Em uma reviravolta em suas declarações, Flávio sugeriu a possibilidade de tentar um governo de oito anos, com dois mandatos consecutivos. Essa mudança de tom se contrasta com suas afirmações anteriores, nas quais indicou que se dedicaria a um único mandato presidencial. Recentemente, ele protocolou uma proposta de emenda à Constituição que visa proibir a reeleição para o cargo de presidente, buscando apoio do centro para sua candidatura, algo que remete ao discurso de seu pai em 2018, quando também prometeu não buscar a reeleição, mas acabou concorrendo quatro anos depois, sendo derrotado por Lula.
