Conforme informações obtidas através de documentos fiscais e registros da Receita Federal, duas das notas fiscais emitidas em 7 de abril de 2025, cada uma no valor de R$ 500 mil, foram registradas em nome da Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Contudo, essas notas foram canceladas no mesmo dia. Apenas dois dias depois, uma terceira nota, também de R$ 500 mil, foi emitida em favor da Contábil Correa, sem registro de cancelamento.
Ambas as empresas têm como ponto de conexão o contador Rogério Lourenço Novo, que figura como diretor da Copenhagen e único proprietário da Contábil Correa. Os registros mostram que ambas estão localizadas no mesmo endereço em São Caetano do Sul, SP, e não possuem uma estrutura empresarial consolidada, como sede própria ou site. O envolvimento de Rogério Lourenço Novo não é trivial, uma vez que ele já foi alvo de investigações pela Polícia Federal, sob a suspeita de estar vinculado a um esquema de emissão de notas fiscais falsas entre 2013 e 2015.
A assessoria de Flávio Bolsonaro se pronunciou, afirmando que o escritório foi contratado para prestar serviços de assessoria jurídica à Contábil Correa e que as notas para a Copenhagen não chegaram a ser efetivamente utilizadas, o que justificaria seu cancelamento. Além disso, a nota ressalta que não existe qualquer vínculo entre o senador e o Banco Master, classificando qualquer tentativa de ligação como inverídica.
Por sua vez, Rogério Lourenço Novo mencionou que contratou Flávio Bolsonaro para gerenciar a assessoria jurídica dos clientes de sua contabilidade, sem oferecer maiores detalhes sobre as operações realizadas.
A situação continua a suscitar questionamentos sobre a transparência e as relações empresariais do senador, em um cenário político já marcado por controvérsias. A veracidade das alegações e as implicações de tais transações ainda devem ser alvo de apuração mais detalhada pelas autoridades competentes.





