Em declarações à imprensa, o senador cobrou uma aliança entre os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema para enfrentar o que considera uma “responsabilidade” em liberar o Brasil do que chamou de “mãos sujas do PT”. Flávio expressou que essa união é crucial para “resgatar o país” e reverter as políticas atribuídas ao atual governo.
As novas tarifas surgem após uma investigação realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que abrange mais de 60 países, incluindo o Brasil. Na visão de Flávio, o discurso antiamericano de Lula e sua proposta de substituir o dólar como moeda de negociação são fatores que levaram à imposição dessa carga tributária.
Adicionalmente, o senador anunciou que enviou uma carta ao governo americano, pedindo que a tributação dos produtos brasileiros seja reconsiderada. Ele destacou que, embora a tarifa ainda não tenha sido implementada, tal medida “impõe sérios prejuízos ao povo brasileiro”, que vê os EUA como um “parceiro e amigo”.
O presidente Lula, por outro lado, não hesitou em responder às acusações, classificando Flávio como “imbecil” e atribuindo a responsabilidade pela crise à própria oposição. Essa troca de farpas intensifica o clima de desavença no ambiente político, enquanto ambos os lados tentam posicionar suas narrativas perante a população.
Durante um evento agropecuário em Minas Gerais, Flávio reiterou as críticas ao governo Lula, enfatizando que a união entre os aliados do bolsonarismo é vital para derrotar o PT nas próximas eleições. Zema também se manifestou, chamando as tarifas de “ameaça inaceitável” e mencionou que o governo Lula falhou na diplomacia. Caiado, em sua vez, criticou a política externa do governo petista, afirmando que o Itamaraty perdeu sua função institucional, “tomando lados ideológicos” e prejudicando os interesses do Brasil. A tensão entre os partidos e a busca pela unidade entre os opositores são reflexos de um cenário eleitoral que se anuncia competitivo e polarizado.
