Atualmente, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, continua como governador interino, uma condição que persiste até que o STF finalize as deliberações sobre um mandato-tampão. Flávio Bolsonaro questionou a situação, levantando preocupações sobre a governança do estado: “Se o governador em exercício viajar para o exterior, quem assume o Governo do Estado?”, perguntou. Ele instou o presidente do STF, Edson Fachin, a evitar que o tribunal fosse visto como um órgão orientado a favorecer a candidatura de integrantes do governo atual.
Além disso, Flávio se uniu ao novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Douglas Ruas, que protocolou uma petição no STF para reivindicar a liderança do governo estadual. O pedido reforça a pressão sobre a Corte para que tome uma posição clara a respeito da condução política do estado, dado que a situação permanece indefinida por mais de um mês.
A questão da sucessão é ainda mais complexa devido à inelegibilidade de Cláudio Castro, que, em um movimento estratégico, renunciou ao seu cargo na véspera do julgamento que poderia ter levado à sua cassação. Com essa renúncia, a política fluminense enfrenta uma vacância dupla, pois seu vice e outros líderes da linha sucessória foram afastados de seus postos, amplificando a incerteza política.
O STF, por sua vez, já ouviu argumentos a favor de diferentes modelos de sucessão: eleições diretas e indiretas. No entanto, os debates foram suspensos em abril, aguardando a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, mesmo após ser divulgado, não definiu claramente as regras de escolha do sucessor.
Com um cenário político tão nebuloso, as declarações de Flávio Bolsonaro ecoam a urgência latente entre os líderes políticos, que buscam uma definição que reestabeleça a estabilidade no Rio de Janeiro. A expectativa agora se concentra sobre a resposta do STF, em um momento onde a pressão por decisões rápidas é cada vez mais evidente.
