Flávio revelou que, em um período em que Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, era amplamente buscado como investidor, ele se aproximou do banqueiro à procura de apoio financeiro. Segundo o senador, Vorcaro gozava de grande prestígio e visibilidade na época, sendo um nome frequentemente associado a eventos de mídia e relações com autoridades. “Era até cortejado nacionalmente”, afirmou Flávio, defendendo sua ação ao enfatizar que não vê motivos para justificar seus atos. Ele afirmou que o investimento de Vorcaro foi destinado a um filme, também de iniciativa privada.
O cenário em torno do senador se intensificou após a divulgação de áudios e mensagens que indicam Flávio solicitando recursos de Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse”. A situação gerou desconfiança, especialmente porque a Polícia Federal investiga se esse dinheiro teria como destino a manutenção de Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos desde março do ano passado, alegando ser alvo de perseguição política.
Durante a cerimônia de entrega, que incluiu 342 capacetes balísticos, 904 fuzis e quatro viaturas para a corporação, manifestantes se reuniram do lado de fora do Quartel-General da PM, levantando questionamentos sobre a origem dos recursos do Banco Master e o uso do investimento no filme. A presença da Polícia Militar foi ostensiva, mas não impediu que os protestos chamassem a atenção para uma relação que certamente continua a levantar dúvidas no cenário político atual.
As declarações de Flávio Bolsonaro, portanto, não apenas refletem suas interações com investidores, mas também ressaltam um contexto mais amplo de investigações e contestações que permeiam a política brasileira contemporânea.





