Em uma postagem na plataforma X, Flávio compartilhou a publicação do secretário de Estado americano, Marco Rubio, na qual a designação foi anunciada, e expressou sua alegria com a frase “grande dia”. A celebração não parou por aí; o senador também divulgou um vídeo nas redes sociais, onde atribui a nova classificação à sua recente visita à Casa Branca, sugerindo que essa viagem teve um impacto direto na decisão do governo norte-americano.
Durante a gravação, Flávio declarou: “Fui trabalhar para que eles [PCC e CV] sejam tratados como terroristas, que é o que eles são”. Ele ainda aproveitou a oportunidade para agradecer tanto ao secretário Rubio quanto ao ex-presidente Donald Trump pelo suporte rápido à solicitação feita, reforçando sua postura de combate ao crime organizado.
Por outro lado, a discussão sobre a categorização das facções criminosas como terroristas gerou controvérsia entre especialistas e autoridades. Celso Amorim, assessor-chefe da Presidência, durante o I Fórum Internacional de Segurança em Moscou, argumentou que o combate ao crime organizado deve ser feito com energia e determinação, mas que equiparar essas organizações ao terrorismo não seria a solução. Amorim enfatizou a importância de entender as motivações por trás das ações criminosas para lidar eficazmente com o problema.
Além disso, o professor Ignacio Cano, especialista em sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, apontou que a criminalidade no Brasil é motivada por interesses econômicos, com o objetivo de lucro, e não pela derrubada de governos, o que torna a classificação de PCC e CV como terroristas questionável.
Essas divergências colocam em evidência a complexidade do combate ao crime organizado no Brasil, e a nova definição dos grupos pelo governo americano certamente adiciona uma nova camada ao debate de políticas públicas de segurança no país.





