Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o senador comemorou a nova classificação e alegou que sua recente visita à Casa Branca, realizada na última terça-feira, foi crucial para que esse reconhecimento fosse concretizado. Flávio expressou sua determinação ao afirmar: “Fui trabalhar para eles serem tratados como terroristas, que é o que eles são”, destacando seu papel na obtenção deste posicionamento por parte dos EUA. Ele também aproveitou a oportunidade para agradecer a Marco Rubio e ao ex-presidente Donald Trump pela rapidez com que atenderam ao seu pedido.
Entretanto, a equação entre facções criminosas e terrorismo gera um debate acalorado. Durante o I Fórum Internacional de Segurança em Moscou, o assessor-chefe da Presidência, Celso Amorim, defendeu que o combate ao crime organizado deve ser intenso e decidido, mas fariam uma ressalva importante: equiparar o crime organizado ao terrorismo não é uma abordagem eficaz. Amorim explicou que, embora ambos necessitem de estratégias de combate, compreender as motivações que impulsionam essas ações é fundamental para um enfrentamento mais eficaz dos diferentes tipos de crime.
Complementando essa visão, Ignacio Cano, professor do Departamento de Sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenador do Laboratório de Análise da Violência, apontou que a criminalidade no Brasil busca principalmente o lucro e não tem como objetivo a derrubada de governos. Para Cano, tratar facções criminosas como terroristas não se justifica, uma vez que os fins e os motivos das duas formas de ação são profundamente distintos.
Diante desse cenário, a nova classificação atribuída pelo governo dos EUA suscita debates sobre sua eficácia e as reais implicações para o combate ao crime organizado no Brasil. O assunto continua a gerar opiniões divergentes, refletindo a complexidade do problema da violência e criminalidade no país.





