Nos bastidores da política, há um entendimento de que é prematuro estabelecer parcerias neste momento. As conversas com aliados em ambientes como a Faria Lima ressaltam que a prioridade diária de Flávio é concentrar esforços em fortalecer sua presença nas pesquisas eleitorais antes de selar acordos com os partidos do Centrão. Essa abordagem tem como objetivo não apenas aumentar a visibilidade do candidato, mas também garantir um posicionamento mais vantajoso nas negociações futuras.
Adicionalmente, o empresário Felipe Sabará foi escolhido para facilitar o diálogo com o mercado financeiro, participando de várias reuniões com representantes de instituições bancárias e gestoras de fundos. Em um dos encontros mais recentes, realizado com mais de 15 bancos e instituições financeiras, Sabará destacou a seriedade da candidatura de Flávio, esclarecendo também questões econômicas relacionadas à futura gestão do senador.
Um dos tópicos de destaque nas conversações foi a definição do futuro ministro da Fazenda, um aspecto de grande interesse para os investidores. Sabará, no entanto, não revelou nomes concretos, afirmando que esta decisão será anunciada apenas após abril, prazo em que aqueles que ocupam cargos públicos devem se desincompatibilizar para concorrer nas eleições. Apesar de manter sigilo sobre os nomes, ele deu algumas indicações de que a escolha deverá recair sobre alguém que defenda o equilíbrio fiscal e que compreenda as questões tributárias, que Flávio considera críticas no atual contexto econômico.
Sabará afirmou que, se eleito, Flávio e sua equipe econômica se comprometerão a trabalhar por uma política de redução de impostos, baseada na diminuição de gastos governamentais, e enfatizou que ex-integrantes da administração de seu pai estão colaborando com a pré-campanha do senador. Essa preparação metódica reflete a intenção de Flávio Bolsonaro de se estabelecer como um candidato forte e viável no cenário político, posicionando-se de maneira estratégica para as eleições de 2026.
