Fiocruz recebe a Reunião Anual da Rede Pasteur 2024 para discutir uso de inteligência artificial na preparação contra epidemias.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está sediando a Reunião Anual da Rede Pasteur 2024, um evento que reúne mais de 30 instituições globais para compartilhar conhecimento científico e discutir o uso de inteligência artificial e tecnologia na preparação contra epidemias e crises sanitárias. A importância dessas discussões se torna evidente diante dos desafios enfrentados globalmente, como as mudanças climáticas e a propagação de doenças infecciosas, como a dengue.

O encontro, que acontece até quinta-feira (23), aborda também questões relacionadas a epidemias e pandemias, como o surto de Mpox e a gripe aviária, com o intuito de buscar soluções inovadoras e integradas para enfrentar essas ameaças à saúde pública. A Rede Pasteur, presente em 25 países e cinco continentes, é reconhecida como um ator não estatal da Organização Mundial de Saúde (OMS), reforçando seu papel crucial na cooperação global em saúde.

Durante a cerimônia de abertura do evento, realizada nesta segunda-feira (21), diversos especialistas ressaltaram a necessidade de integrar diferentes fontes de dados e tecnologias para lidar de forma eficaz com os desafios da saúde pública. O médico e pesquisador da Fiocruz, Manoel Barral Netto, destacou a importância dos dados de vacinação no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no Brasil e como essas informações foram essenciais para avaliar a eficácia das vacinas aplicadas na população.

Além disso, o pesquisador Peter Piot, da London School of Hygiene & Tropical Medicine, enfatizou a importância de alinhar discursos, cooperações e conhecimentos para enfrentar os problemas atuais e futuros das crises sanitárias globais. Ele ressaltou a necessidade de priorizar questões como epidemias, desastres nucleares, bioterrorismo e mudanças climáticas, e como a inteligência artificial pode ser uma aliada fundamental na prevenção e resposta a esses desafios.

Os pesquisadores presentes na cerimônia destacaram o potencial da inteligência artificial na pesquisa em saúde e ressaltaram a importância de garantir que essas tecnologias sejam acessíveis a todos e utilizadas de forma ética para reduzir as disparidades e desigualdades. Em meio a um cenário de desafios crescentes, a colaboração e inovação se mostram essenciais para enfrentar as ameaças à saúde global.

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