Nomeado ImPrEP LEN Brasil, o estudo será realizado em sete cidades brasileiras: Campinas (SP), Florianópolis (SC), Manaus (AM), Nova Iguaçu (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP). O foco principal da pesquisa será em homens gays e bissexuais, indivíduos não binários designados masculinos ao nascimento, além de pessoas transgênero, com idades entre 16 e 30 anos. A Fiocruz já garantiu as doses do medicamento através da Gilead Sciences, embora os pesquisadores ainda aguardem a chegada do insumo, assim como das agulhas específicas necessárias à aplicação.
O lenacapavir é particularmente notável por exigir apenas duas injeções anuais, contrastando com tratamentos concorrentes que demandam até seis aplicações em um ano. Essa característica é vista como um avanço significativo, facilitando a adesão ao tratamento por parte dos pacientes. Nos Estados Unidos, o custo anual do tratamento pode ultrapassar U$ 28 mil, enquanto estimativas de pesquisadores da Universidade de Liverpool sugerem que o preço do medicamento poderia ser reduzido a U$ 25 (aproximadamente R$ 130) por dose, ainda assim proporcionando lucro à empresa fabricante.
O medicamento será utilizado tanto como profilaxia pré-exposição (PrEP) para prevenir a infecção em pessoas com mais de 12 anos e peso superior a 35 kg, quanto em pacientes já vivendo com HIV que não obtêm os resultados esperados com os tratamentos tradicionais.
Esse estudo da Fiocruz em colaboração com a Gilead Sciences representa um passo significativo na luta contra o HIV no Brasil, oferecendo uma opção mais prática e acessível para a prevenção e o tratamento da doença, em um cenário onde a adesão ao tratamento é um dos principais desafios. Com isso, espera-se que a nova abordagem não apenas melhore a qualidade de vida dos pacientes, mas também reduza a transmissão do vírus em populações vulneráveis.







