Fintechs Brasileiras Atraem Investimentos para Expandir Operações no Comércio Internacional
Duas fintechs brasileiras, com foco em transações internacionais, recentemente anunciaram novas rodadas de investimentos significativas. A Trace Finance, especializada em infraestrutura de pagamentos transfronteiriços e câmbio, conseguiu arrecadar aproximadamente R$ 162 milhões em uma rodada de investimento série A, enquanto a Vixtra, que pretende se posicionar como o “banco dos importadores”, levantou R$ 50 milhões na mesma ocasião.
A Trace Finance, cujos investidores incluem a CoinFund, Coinbase Ventures, Haun Ventures, entre outros, pretende usar os recursos para expandir sua infraestrutura, escalando suas operações não só nos Estados Unidos, mas também em mercados emergentes. Com um foco claro no fortalecimento da capacidade de transações e na ampliação de corredores regulados, a fintech deseja integrar sua tecnologia à liquidação digital de grandes empresas, bancos internacionais e plataformas de pagamento confiáveis. Bernardo Brites, cofundador e CEO da Trace Finance, enfatizou que a nova captação permitirá avanços significativos em compliance, liquidação e conectividade bancária, com a meta de atuar nas Américas e na região da Ásia-Pacífico.
A Vixtra, por sua vez, está focada em inovar o mercado de comércio exterior, oferecendo soluções simplificadas de pagamento e financiamento para médias empresas com volume de importação anual de até US$ 10 milhões. O financiamento da série A, liderado pela Valor Capital, será utilizado para modernizar suas operações e desenvolver uma infraestrutura robusta de trade banking. A fintech destaca o uso de stablecoins como uma forma de revolucionar as transações no comércio exterior, semelhante ao impacto do sistema Pix nos pagamentos domésticos.
Desde sua criação, a Vixtra já havia arrecadado recursos significativos, totalizando R$ 150 milhões em um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios e R$ 30 milhões em uma rodada pré-série A. Nos últimos doze meses, a companhia apresentou um crescimento impressionante de 2,5 vezes, superando US$ 12 milhões em receita recorrente anual e contando com uma carteira de crédito ativa de mais de R$ 250 milhões.
Essas movimentações no setor financeiro refletem não apenas a demanda crescente por soluções eficientes em transações internacionais, mas também o potencial das fintechs brasileiras em liderar a transformação digital no comércio exterior.
