TECNOLOGIA – Fintechs Brasileiras Sofrem Queda em Meio a Tensão Internacional e Aumento nos Pedidos de Desemprego nos EUA

Na última quinta-feira, a XP Inc. destacou-se negativamente no cenário das fintechs brasileiras listadas na Nasdaq, apresentando o pior desempenho do setor. As ações da companhia caíram 5,64%, encerrando o pregão a US$ 18,58, o que representa uma perda de US$ 1,11 por ação. Este resultado foi impactado por um ambiente externo desfavorável, marcado por um aumento nos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que subiram para 210 mil na semana encerrada em 21 de março, um acréscimo de 5 mil comparado ao período anterior. Embora os números estejam alinhados com as expectativas dos analistas, isso não foi suficiente para elevar a confiança do mercado.

As tensões geopolíticas também contribuíram para uma diminuição no otimismo do investidor. O Oriente Médio viveu um aumento nos conflitos, especialmente devido a ofensivas de Israel em Isfahan e as respostas do Irã, o que resultou em um aumento significativo nos preços do petróleo Brent, que superaram a marca de US$ 100 por barril. Esse cenário levou à queda de 1,28% na NYSE e de 2,38% na Nasdaq.

Neste contexto, quase todas as fintechs brasileiras foram afetadas, apresentando resultados negativos. O Agibank viu suas ações recuarem 4,81%, fechando a US$ 7,32, o que equivale a uma queda superior a 23% nos últimos três pregões. O PagBank também acompanhou a tendência de baixa, com uma desvalorização de 3,62%, terminando o dia a US$ 9,86. O Inter não ficou atrás, registrando uma queda de 3,63%, com suas ações chegando a US$ 8,23.

A StoneCo enfrentou uma desvalorização de 2,51%, encerrando o dia a US$ 14, enquanto a Nu Holdings, que é responsável pelo Nubank, viu seus papéis recuarem 2,20%, fechando a US$ 14,02. No entanto, uma exceção entre os papéis listados foi o PicPay, cujas ações conseguiram registrar um aumento de 0,088%, concluindo as negociações a US$ 11,31, com uma leve alta de US$ 0,01 por ação. Essa dinâmica revela um panorama desafiador para as fintechs, que enfrentam pressão tanto de fatores macroeconômicos quanto de instabilidades políticas.

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