Dentre as fintechs, a XP Inc., uma das corretoras de investimentos mais proeminentes, liderou o dia com um crescimento de 7,39%, encerrando o pregão a US$ 19,04, um incremento de US$ 1,31 por ação. Logo depois, a Nu Holdings, proprietária do famoso Nubank, também apresentou um desempenho robusto, com uma valorização de 6,37%, fechando a US$ 14,37. O PicPay destacou-se igualmente, completando o pódio do dia com uma alta de 5,34%, enquanto suas ações encerraram a US$ 10,45.
O clima otimista se estendeu a outras instituições do setor. O banco digital Inter observou uma alta de 4,05%, terminando o dia a US$ 7,96. Por outro lado, a StoneCo, que atua como uma credenciadora, teve um avanço de 3,90%, com ações a US$ 14,12. O PagBank e o Agibank também se destacaram, com altas de 3,19% e 1,32%, respectivamente, mesmo que o último tenha sido o de menor valorização do dia.
Ainda assim, não se pode ignorar que março foi um mês desafiador para o setor como um todo. A turbulência nos mercados foi impulsionada pelo quadro de incerteza geopolítica no Oriente Médio, resultando em grandes quedas nas ações das fintechs. O Agibank foi o mais afetado, apresentando uma desvalorização acumulada de 38,18%, seguido pelo PicPay, com perdas de 35,69%. Outras grandes instituições, como a Stone e a XP, também sofreram quedas significativas.
A recuperação observada no último dia do mês, ainda que bem-vinda, não apaga o impacto negativo de todo o mês anterior, o qual será difícil de ser esquecida para o setor. O alívio moderado observado nesta terça-feira decorre da expectativa de que a situação no Oriente Médio possa estar se aproximando de uma resolução, aliado a dados econômicos promissores dos Estados Unidos, que reacenderam o apetite ao risco entre os investidores. Este contexto positivo reverteu o clima nos mercados de Nova York, que fecharam todos em alta, dando espaço para que as fintechs brasileiras surfassem na onda da recuperação.
