Esse movimento reflete a maturidade que o setor financeiro no Brasil tem alcançado. Com mais de 2.156 fintechs operando ativamente, o país se destaca como o maior mercado da América Latina e um dos cinco maiores no cenário global. Dentro desse novo contexto, a preocupação com a sustentabilidade do negócio e uma abordagem sólida de gestão de riscos e práticas de governança estão se intensificando. A pesquisa realizada ouviu 65 executivos de diferentes áreas, evidenciando uma mudança de mentalidade no setor.
Além disso, a necessidade de governança bem estruturada têm ganhado cada vez mais importância nas tomadas de decisão. O estudo aponta que 60% dos participantes avaliam sua governança como mediana, com algumas políticas já definidas, enquanto 23% consideram a governança baixa, informal e focada nos fundadores. Apenas 17% das fintechs têm processos de governança maduros e claramente estabelecidos.
No que diz respeito à adoção de Inteligência Artificial (IA), o relatório destaca que ainda há um longo caminho a percorrer. Embora muitas empresas estejam começando a integrar IA em suas operações, aquelas que o fazem de maneira estruturada já observam benefícios financeiros. No entanto, o uso de “Shadow AI”, que se refere ao emprego de ferramentas de IA sem supervisão oficial, é uma preocupação crescente, assim como a ausência de diretrizes claras.
O perfil demográfico das lideranças também é interessante: a maioria dos líderes entrevistados tem entre 30 e 39 anos, indicando um potencial inovador, embora também possa gerar desafios em termos de maturidade e experiência em um ambiente competitivo. Avaliando as estruturas organizacionais, as fintechs pesquisadas variam desde startups de pequeno porte até grandes empresas consolidadas, com uma forte presença em segmentos como pagamentos e crédito.
No geral, a combinação de desafios e oportunidades no setor fintech brasileiro molda um cenário dinâmico, onde a governança e a análise de riscos se tornam fundamentais para a longevidade e sucesso das empresas no futuro.





