A queda acentuada das ações foi impulsionada por dois fatores principais: a tensão geopolítica persistente no Oriente Médio e dados econômicos decepcionantes nos Estados Unidos. O índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que registrou uma queda de 56,6 em fevereiro para 53,3 em março, ficou abaixo das expectativas de analistas que previam um índice de 54,2. Esse cenário negativo também elevou as expectativas de inflação em 12 meses, subindo de 3,4% para 3,8%, o que gerou preocupações sobre o aumento do custo de vida.
Não só o mercado brasileiro de fintechs foi afetado, mas também os índices norte-americanos, com o Dow Jones caindo 1,73%, o S&P 500 registrando uma baixa de 1,67% e o Nasdaq enfrentando um recuo de 2,15%. No caso específico do Agibank, a divulgação dos resultados do quarto trimestre do ano passado trouxe alarmantes indicadores, como uma desaceleração na carteira de crédito e um aumento na inadimplência.
Além disso, outras fintechs brasileiras listadas nas bolsas dos EUA, como XP Inc., Nu Holdings, e StoneCo, também enfrentaram dificuldades. A XP registrou uma queda de 4,74%, enquanto a Nu perdeu 3,00% e a StoneCo cedeu 3,86%. As fintechs, geralmente percebidas como ativos de crescimento, tornaram-se vulneráveis em períodos de incerteza global, levando investidores a desinvestir nessas posições. Assim, a continuidade do conflito no Oriente Médio e a pressão econômica nos EUA contribuíram para a série de reações negativas no mercado.






