Fintechs Batem à Porta dos US$ 100 Bilhões: Revolut, Nubank e Robinhood Entre as Gigantes em Crescimento Acelerado

Quatro fintechs estão prestes a atingir um marco significativo, aproximando-se da impressionante marca de US$ 100 bilhões em valor de mercado, uma quantia que representa cerca de R$ 500 bilhões. A designação dessas empresas como “centicorns” — alusão a seu valor que equivale a cem vezes o de um unicórnio — reflete o explosivo crescimento e a relevância que elas adquiriram no setor financeiro.

O relatório “The Next Age of Fintech”, desenvolvido pela consultoria McKinsey em colaboração com a gestora de Venture Capital QED Investors, trouxe à tona informações estimulantes. Entre as fintechs destacadas, a britânica Revolut chegou a uma avaliação de US$ 75 bilhões em sua última rodada de investimento. O Nubank, que figura como uma das fintechs mais proeminentes do Brasil, atingiu a mesma cifra de capitalização de mercado. A americana Robinhood alcançou a marca de US$ 77 bilhões, enquanto a Stripe, uma gigante dos pagamentos nascida no Vale do Silício, liderou com uma impressionante avaliação de US$ 159 bilhões.

Além do crescimento em termos de valor, essas empresas também expandiram significativamente sua base de clientes e o volume de transações. Segundo o estudo, a Revolut viu seu número de usuários saltar de 15 milhões em 2020 para 70 milhões previstos até 2025, enquanto a Robinhood dobrou sua base de 13 milhões para 27 milhões. A Stripe, por sua vez, processou um total de US$ 1,9 trilhão em transações em 2025, um avanço expressivo em relação aos US$ 400 bilhões registrados apenas cinco anos antes.

No caso específico do Nubank, o crescimento foi ainda mais alarmante. A fintech viu sua base de clientes saltar de 25 milhões para 131 milhões, um movimento que vem acompanhando um apetite crescente por investimentos no mercado brasileiro. Recentemente, a empresa anunciou um pacote de investimentos em torno de R$ 45 bilhões a serem alocados no país. Essa quantia quase dobrou em comparação aos dois anos anteriores, apontando para o significativo espaço que a fintech busca explorar no mercado local.

Enquanto algumas das empresas estão se consolidando através de aquisições estratégicas, outras, conhecidas como fintechs horizontais, preferem oferecer soluções tecnológicas para instituições financeiras tradicionais. Este último grupo tem crescido rapidamente, com uma participação de 13% em toda a receita do setor de fintechs em 2025, um crescimento notável em comparação aos 6,5% cinco anos atrás. As fintechs horizontais, que focam em software e infraestrutura, ajudando bancos a modernizar suas operações, cresceram 25% mais rápido do que as que competem diretamente com instituições tradicionais.

Um exemplo notável é a Omilia, que desenvolve soluções de inteligência artificial para atendimento ao cliente, entregando resultados em um curto espaço de tempo. A Vitesse transforma processos internos de seguradoras, enquanto startups como Alloy e Footprint fornecem ferramentas automatizadas de verificação de identidade. Esse modelo de negócio tem se mostrado eficiente, particularmente no mercado britânico de insurtech, onde a proporção do investimento se inverteu dramaticamente ao longo dos últimos anos.

Diante desse cenário, os analistas destacam que a estratégia de venda de tecnologia para instituições tradicionais, ao invés de rivalizar diretamente com elas, pode ser um caminho mais sustentável e escalável para o futuro das fintechs.

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