Dentre as principais empresas que se destacaram, a sueca Klarna captou US$ 1,3 bilhão, enquanto a Circle, conhecida pela stablecoin USDC, alcançou US$ 1 bilhão. Outra fintech americana, a Chime, especializada em serviços bancários digitais sem tarifas, obteve US$ 800 milhões. Isso ilustra não apenas a solidez das fintechs, mas também sua relevante participação de aproximadamente 12% na capitalização total dos 100 maiores IPOs globais, o que representa a maior fatia desde 2021. A capitalização total das fintechs em bolsa atingiu US$ 850 bilhões, um recorde histórico que supera até mesmo o auge do capital de risco em 2021.
Além das aberturas de capital, muitas fintechs estão em busca de licenças bancárias, com o Escritório do Controlador da Moeda (OCC) dos Estados Unidos reportando 21 pedidos de autorização para novos bancos em 2025, mais que o total dos quatro anos anteriores juntos. O tempo médio para a aprovação dessas licenças também diminuiu significativamente, caindo 40% em comparação ao período de 2021 a 2023. Essa mudança é um indicativo do amadurecimento regulatório que está moldando o ambiente das fintechs.
Empresas como Nubank têm demonstrado sua ambição ao conquistar aprovações para abrir bancos nacionais, tanto nos EUA quanto no Brasil, onde estão buscando adquirir instituições financeiras tradicionais, como o Banco Caixa Geral Brasil. A CEO do Nubank, Livia Chanes, enfatizou o compromisso da fintech em transformar o mercado financeiro brasileiro de forma sustentável, por meio de investimentos que ultrapassam R$ 45 bilhões.
No cenário internacional, outras fintechs como Circle, Bridge e Fidelity Digital Assets também buscam licenças bancárias, acompanhando uma tendência crescente de instituições que desejam se estabelecer como bancos de direito. O cenário é semelhante na Europa e na África, com diversas fintechs conquistando licenças e expandindo seus serviços.
Os especialistas destacam cinco principais razões para essa corrida por licenças, entre elas a capacidade de oferecer uma gama mais ampla de produtos e a possibilidade de reduzir os custos de captação, assim como a elevação da credibilidade junto a clientes e reguladores. Contudo, assumir um status de banco implica uma regulação mais rigorosa e uma maior responsabilidade, o que poderá impactar diretamente a operação das fintechs sob novas exigências regulatórias. Essa evolução das fintechs revela um setor em transformação, onde a inovação continua a desafiar e remodelar o panorama financeiro global.







