O custo da captação foi estabelecido em CDI mais 1,1%, mantendo-se no mesmo patamar da operação anterior realizada em dezembro do ano passado, onde a iCred arrecadou R$ 1,15 bilhão em uma colaboração com Itaú BBA e XP Investimentos. Segundo Túlio Matos, sócio-fundador e CEO da fintech, as condições desta nova captação apresentam-se mais competitivas do que as da operação anterior, refletindo o desempenho positivo da carteira e o fortalecimento da estrutura de risco da empresa.
Além de ter batido recordes em emissões, a fintech possui uma meta ambiciosa em seu horizonte: a expectativa é originar mais R$ 3 bilhões até o final de 2026. Para alcançar esse objetivo, a iCred planeja investir em funding estruturado, aliado a uma disciplina rigorosa de gerenciamento de risco e a busca incessante por eficiência operacional. “Nosso foco é crescer de maneira previsível, mantendo um controle sólido sobre risco e rentabilidade, mesmo diante de um cenário de maior seletividade no crédito”, afirmou Matos.
A iCred já detém 5% do mercado de portabilidade de crédito consignado do INSS, atendendo a cerca de 3 milhões de clientes ativos e com R$ 6 bilhões já financiados. A fintech planeja dobrar sua fatia de mercado para 10%, sendo que a maior parte desse crescimento deve vir da portabilidade de crédito. Essa modalidade é vista como um diferencial competitivo e uma forma de beneficiar diretamente o consumidor, visto que frequentemente as taxas médias de novos contratos se aproximam do teto regulatório.
A portabilidade se mostra como uma solução vantajosa para os consumidores, permitindo a migração de contratos e a redução de juros, sem que o endividamento aumente. Matos enfatiza que, ao renegociar contratos, a fintech está, na verdade, devolvendo renda aos consumidores que já estavam sobrecarregados financeiramente. “É um crescimento que não apenas evita agravar a situação financeira das famílias, mas que, pelo contrário, melhora a condição daqueles que já possuem crédito”, concluiu.
