Fintech Global Monkey Revoluciona Crédito no Brasil com Duplicata Escritural e Promete Reduzir Taxas para PMEs e Fornecedores

A Revolução da Duplicata Escritural: A Nova Era do Crédito no Brasil

Desde sua criação em 2016, a Fintech Global Monkey tem quebrado barreiras ao transformar a forma como instituições financeiras se conectam a fornecedores e empresas. Com mais de R$ 200 bilhões em recebíveis movimentados em sua plataforma, a empresa agora se prepara para uma nova etapa com a introdução da duplicata escritural, que promete impactar todo o mercado brasileiro de crédito mercantil.

A duplicata escritural, prevista na Lei 13.775/2018 e devidamente regulamentada pelo Banco Central, representa a digitalização desse importante instrumento financeiro. Nela, as duplicatas são geradas, transacionadas e monitoradas em sistemas digitais, criando um ambiente onde cada título é único e fácil de rastrear. Essa inovação se materializa na criação de um livro-razão nacional, facilitando não apenas o controle, mas também aumentando a confiança nas transações financeiras.

Ricardo Vieira, da Divisão de Regulação do Banco Central, diz que essa mudança vai além da tecnologia; ela altera fundamentalmente o papel do pagamento no ecossistema financeiro. Com o novo modelo, os créditos tendem a se tornar mais transparentes e acessíveis. O calendário para a implementação será gradual, iniciando em 2027 para grandes empresas e estendendo-se até 2028 para PMEs.

O potencial da duplicata escritural é vasto. Estudos indicam que apenas 10% a 13% das duplicatas emitidas no Brasil são convertidas em crédito através de instituições financeiras. Em um total de mercado que chega a R$ 10 trilhões, existe uma oportunidade de desbloquear algo entre R$ 1,3 trilhões a R$ 1,5 trilhões anualmente. A Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) acredita que a nova abordagem será particularmente benéfica para pequenas e médias empresas, oferecendo segurança jurídica e reduzindo riscos.

Com a digitalização, várias instituições financeiras poderão competir pelos mesmos ativos, promovendo mais concorrência e, portanto, taxas de antecipação de recebíveis mais baixas – uma necessidade premente para empresas que frequentemente lidam com margens apertadas. Hoje, tais taxas variam entre 2% a 15% ao mês, uma diferença que pode impactar significativamente a saúde financeira das empresas.

A Monkey atua como um marketplace em que mais de 100 instituições financeiras competem em tempo real. A empresa possui parcerias com importantes registradoras do mercado e acredita que a digitalização das duplicatas abrirá inúmeras portas para empresas antes inacessíveis a esse tipo de crédito.

Roberta Ferraz, diretora de novos negócios da Monkey, destaca o objetivo da fintech de simplificar a integração de empresas ao ecossistema da duplicata escritural. O objetivo é tornar esse novo modelo acessível sem a necessidade de clientes existentes da plataforma.

Além disso, a duplicata escritural poderá fazer frente à concentração de crédito que atualmente afeta muitos fornecedores. A falta de rastreabilidade e unicidade dos títulos gera desconfiança nos financiadores, resultando em taxas mais altas. Com a nova estrutura, a finança ganha um novo fôlego, permitindo que a concorrência seja um fator central na definição de preços.

A duplicata escritural, portanto, não é apenas uma evolução técnica, mas a fundação para um futuro em que o acesso ao crédito se torna uma realidade mais acessível, com prazos mais justos, proporcionando um capital de giro mais barato para aqueles que movimentam a economia. A mensagem é clara: a transformação do crédito está em andamento, e a Monkey está na vanguarda dessa mudança.

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