Fintech colombiana Addi capta US$ 85 milhões em rodada Série D para expandir crédito e fortalecer tecnologia na Colômbia.

A fintech colombiana Addi, uma referência no segmento de pagamentos parcelados, anunciou a captação de uma expressiva rodada Série D no valor de US$ 85 milhões, conforme comunicado divulgado. Os recursos serão destinados à ampliação da plataforma de crédito da empresa, bem como ao fortalecimento de sua infraestrutura tecnológica. Além disso, a Addi tem planos de expandir seu portfólio de produtos, abrangendo tanto consumidores quanto comerciantes na Colômbia.

Essa rodada foi co-liderada pelo BTG Pactual e pela gestora Citius, com a participação significativa do fundo soberano de investimentos de Singapura, GIC, e da gestora brasileira Monashees. Diversos investidores institucionais se uniram à iniciativa, reforçando a confiança no crescimento da fintech.

Santiago Suárez, diretor executivo e cofundador da Addi, destacou que, embora a empresa já tenha alcançado a lucratividade há dois anos, a decisão de levantar novos recursos visa acelerar a trajetória de crescimento e atrair parceiros de renome global. O envolvimento da área de capital privado do BTG com a operação se alinha à estratégia do banco de investir em empresas de alto potencial de crescimento na América Latina. Além disso, as duas instituições estabeleceram uma agenda de cooperação para explorar oportunidades no mercado colombiano.

A Colômbia, na visão do BTG Pactual, está passando por uma transformação no acesso ao crédito e serviços financeiros, semelhante ao fenômeno observado no Brasil há alguns anos. A Addi se destaca nesse contexto ao redefinir a experiência de crédito não apenas para consumidores, mas também para lojistas, utilizando Inteligência Artificial em larga escala.

Vale lembrar que a Addi já havia atraído a atenção de investidores renomados como Union Square Ventures e Andreessen Horowitz, e em abril deste ano, a fintech havia fechado uma linha de crédito estruturado com o J.P. Morgan, no valor de US$ 150 milhões. Com isso, suas obrigações totais de dívida ultrapassaram US$ 680 milhões.

Em um movimento estratégico, a Addi optou por deixar o mercado brasileiro em 2023, dois anos após sua entrada no país. Na ocasião, a fintech contava com mais de 40 colaboradores e havia estabelecido parcerias com mais de 750 lojas, atendendo a uma base de 500 mil clientes. Segundo Suárez, a medida faz parte de um direcionamento para focar recursos e esforços no mercado colombiano, onde a Addi foi fundada em 2018 e já tem se demonstrado como um player promissor em seu segmento.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo