Finlândia amplia restrições após surto de peste suína africana; área de risco atinge 1.500 km² e proíbe atividades ao ar livre nas proximidades.

A autoridade de segurança alimentar da Finlândia divulgou, na quarta-feira, a ampliação das restrições na área de caça e silvicultura em razão da detecção de novos casos de peste suína africana (PSA), uma doença que foi identificada pela primeira vez no país no mês passado. Até agora, foram registrados 14 casos desde o dia 30 de julho, com onze novos casos emergindo recentemente, conforme informações fornecidas pela agência responsável.

A peste suína africana é uma enfermidade viral severa que afeta suínos e javalis, com uma taxa de mortalidade quase absoluta, mas que não apresenta riscos para a saúde humana. Os animais afetados foram descobertos na região de Virolahti, no sudeste da Finlândia, uma área próxima à fronteira com a Rússia.

Historicamente, a Finlândia se destacou por ser um dos poucos países da União Europeia que se mantinha livre da peste suína africana. Contudo, a recente situação levou o governo a decretar a criação de uma zona de alto risco, abrangendo uma área de aproximadamente 1.500 quilômetros quadrados, onde o acesso não autorizado foi proibido. Como consequência, diversas atividades ao ar livre, como colheita de cogumelos e frutos silvestres, bem como a caça, foram suspensas.

Um grupo de cerca de 400 voluntários está autorizado a acessar essa zona restrita. Eles têm a incumbência de ajudar na busca por javalis mortos e doentes, uma estratégia que se iniciou na última sexta-feira, com o objetivo de mapear a magnitude do surto. Sirpa Kiviruusu, responsável pela unidade de saúde animal e medicamentos da autoridade de segurança alimentar, indicou que é “altamente provável” que os javalis infectados tenham se originado da Rússia, embora essa possibilidade ainda não tenha sido confirmada oficialmente.

Kiviruusu também ressaltou que a cepa do vírus encontrada na Finlândia é idêntica àquelas já detectadas em países bálticos e em partes da Europa Central. No entanto, a comunicação com as autoridades russas está suspensa desde o início da invasão da Ucrânia, em 2022, complicando o intercâmbio de informações cruciais sobre a situação na região fronteiriça. Até o momento, as inspeções em áreas de criação de suínos locais não revelaram a presença do vírus, mas as autoridades continuam vigilantes e em busca de mais dados sobre a epidemia.

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