O levantamento realizado pela CGU apontou que 13 ONGs não apresentaram de forma adequada a transparência nos repasses dos valores recebidos ou não divulgaram as informações requeridas nos termos do Relatório da Controladoria-Geral da União. Como medida corretiva, o ministro Flávio Dino solicitou que a CGU realize uma nova análise específica das entidades envolvidas, com a apresentação de um Relatório Técnico dentro do prazo de 60 dias.
A auditoria inicial focou nas entidades sem fins lucrativos que receberam os maiores volumes de pagamentos provenientes de emendas parlamentares em 2024, destacando principalmente as Fundações de Apoio a Universidades. Entre as irregularidades identificadas estão os repasses de verba para ONGs por meio de contratações sem critérios objetivos, o que suscitou questões de transparência e lisura nos processos. A Finatec foi uma das organizações que se enquadraram nesse cenário problemático.
Segundo Gustavo Condeixa, superintendente da Finatec, a notícia do bloqueio pegou a instituição de surpresa. Ele explicou que a Finatec não é receptora de emendas, mas sim uma fundação contratada pela UnB e IFB para gerir programas específicos. Após a análise da CGU, a fundação identificou a necessidade de aprimorar a transparência em seu portal, disponibilizando informações mais detalhadas sobre emendas, relatórios e demais dados pertinentes.
Condeixa ressaltou que a instituição já providenciou toda a documentação necessária e espera que a nova auditoria corrobore com a regularidade das práticas adotadas. Enquanto a situação não for completamente esclarecida, os repasses permanecerão suspensos, podendo impactar as pesquisas conduzidas. A Finatec se comprometeu a resolver as pendências até meados de fevereiro, visando evitar prejuízos às atividades acadêmicas e científicas em andamento.
Em meio a esse cenário, a Universidade de Brasília emitiu uma nota reafirmando seu compromisso com a gestão transparente e ética dos recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A instituição destacou a atenção às recomendações do STF em relação à transparência na execução dos recursos, colaborando ativamente na atualização dos portais de transparência das entidades associadas.
Diante desse contexto, a Finatec já adotou medidas internas para ampliar a divulgação de informações em seu site, cumprindo com as exigências de transparência e integridade na utilização dos recursos públicos. A fundação reforçou seu compromisso com a pesquisa científica e ressaltou a importância de resolver as questões pendentes o mais breve possível, a fim de viabilizar a continuidade das atividades desenvolvidas em parceria com a UnB e IFB.
