Prates argumentou que a medida tem como intenção a reintegração de trabalhadores com altos salários à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), buscando combater a prática da pejotização, que é a contratação de profissionais como pessoas jurídicas, o que muitas vezes resulta na perda de direitos trabalhistas. De acordo com o deputado, essa nova abordagem asseguraria a esses profissionais benefícios como o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 13º salário e proteção previdenciária, alinhando sua situação à dos trabalhadores registrados.
O relator enfatizou a importância de proteger os trabalhadores de menor renda, sugerindo que o Estado deve intensificar seus esforços nas relações trabalhistas mais desequilibradas, onde a maioria dos trabalhadores está no regime 6×1, que prevalece entre os mais pobres, incluindo, em grande parte, mulheres. Com base em seus dados, Prates ressaltou que os trabalhadores que ganham acima de R$ 16 mil representam apenas 2,5% da força laboral nacional, em contraste com um salário médio de R$ 3.720. Para ele, essa elite do mercado de trabalho deve ter um tratamento diferenciado, sendo proposta a exclusão do limite de jornada, com exceção dos servidores públicos.
Prates também anunciou que apresentará um relatório na próxima segunda-feira, que delineará princípios gerais a serem inseridos na Constituição, sem entrar em detalhes sobre regras específicas. Ele afirmou que o foco deve ser a definição de tetos e pisos, clarificando expectativas para evitar mal-entendidos. Adicionalmente, a proposta aparentemente conta com o apoio do presidente da Câmara, mas o governo ficou surpreso com a possível exclusão do limite de jornada para os salários mais altos. Essa nova proposta, discutida em uma reunião que envolveu tanto o relator quanto parlamentares e ministros, promete movimentar ainda mais o cenário político relacionado às leis trabalhistas no Brasil.
