“Antártica” apresenta um enredo que se desenrola durante um inverno rigoroso, onde cientistas e militares se preparam para um longo período isolados. No entanto, a tranquilidade é abruptamente interrompida quando a cientista Inês, interpretada por Marina Ruy Barbosa, se torna vítima de violência sexual na primeira noite no local. O crime gera desconfiança entre os homens da estação, que se tornam todos suspeitos. A subcomandante Elisabeth, papel desempenhado por Andréa Beltrão, se vê diante do desafio de desvendar o mistério, enquanto navega em um ambiente que busca desacreditar a vítima e outras mulheres que se unem em busca de justiça.
Durante o debate, Marina Ruy Barbosa compartilhou sua experiência ao ingressar no projeto. Inicialmente sem grandes expectativas, a atriz descreveu seu papel como um profundo desafio emocional, como a personagem enfrenta uma violação que altera radicalmente sua vida. Cláudia Jouvin, responsável pelo roteiro, manifestou seu entusiasmo em contribuir para o cinema de gênero no Brasil, refletindo sobre como histórias de crime podem também destacar a solidariedade feminina em meio à adversidade.
Por sua vez, o diretor Bruno Safadi destacou a motivação por trás da criação de um suspense investigativo e elogiou a colaboração com Jouvin. Leandra Leal, conhecida por sua versatilidade, comentou sobre as inovações tecnológicas aplicadas no filme, que foram capturadas em estúdios de produção virtual. Ela enfatizou a importância de abordar o avanço da tecnologia no cinema, que possibilita produções audaciosas, como a filmagem em cenários que remetem à Antártica.
Lázaro Ramos, que interpreta um de seus papéis mais sombrios, refletiu sobre a experiência de romper com suas tradições interpretativas, ressaltando o aprendizado que isso proporcionou. “Antártica”, que promete desafiar e engajar o público em questões sociais relevantes, tem sua estreia marcada para o dia 17 de setembro nos cinemas.
