A defesa de Vinicius argumenta que o jovem enfrenta sérios problemas de saúde mental e que não teve capacidade de compreender a gravidade de seus atos. Para isso, um processo de insanidade mental está em andamento. Um primeiro laudo apresentado pela defesa foi rejeitado pela Justiça em janeiro, que exigiu uma nova avaliação da saúde mental de Vinicius. O Instituto Médico Legal (IML) foi encarregado de realizar este exame, mas informou à Justiça que não possui condições de atender à demanda rapidamente. Assim, o prazo para a realização do exame foi estendido, podendo variar entre dois a três meses conforme a capacidade disponível do órgão.
O crime, que chocou a comunidade local, aconteceu na noite de janeiro, quando Vinicius confessou ter esfaqueado a mãe no pescoço. Em depoimentos, a avó do réu afirmou que ele lutava contra uma profunda depressão e frequentemente ignorava os medicamentos prescritos. Após o ato violento, a avó relatou ter ouvido Vinicius afirmar que tudo não passava de um “surto”, após ela questionar o motivo pelo qual ele havia ferido alguém que tanto o amava.
Recentemente, a defesa solicitou que a prisão preventiva de Vinicius fosse convertida em internação em uma clínica psiquiátrica, mas o pedido foi negado. A juíza responsável pela análise destacou a ausência de um laudo pericial que atestasse que Vinicius era inimputável, ou seja, incapaz de entender a criminalidade de sua ação, ou semi-imputável, apresentando uma capacidade reduzida de julgamento. Com essas considerações, o jovem permanece em custódia enquanto aguarda os desdobramentos do seu caso.
