Viúva Francesa Retorna ao Lar Após 16 Dias em Custódia nos EUA
ORVAULT, França – A história de Marie-Thérèse Ross, uma viúva francesa de 85 anos, comoveu o público após sua recente e angustiante experiência em solo americano. Ross, que se casou com um veterano militar dos EUA, passou por dificuldades ao ser detida por questões relacionadas ao visto após a morte de seu marido. O retorno dela à França marca um alívio significativo para sua família, que agora busca oferecer o descanso e a segurança que ela merece.
O filho de Ross, Hervé Goix, falou com a imprensa na última sexta-feira, enfatizando a importância de proteger a saúde da mãe. “Nós queremos que ela tenha tempo para se reconstruir”, afirmou Goix, ao lado de seus irmãos, durante uma coletiva em Orvault, cidade a oeste da França. Eles expressaram sua felicidade em tê-la de volta, ressaltando que a matriarca enfrentou uma provação intensa e dolorosa.
Marie-Thérèse permaneceu em custódia federal de imigração por 16 dias, após ter entrado nos Estados Unidos em junho passado, em consequência de seu casamento. Entretanto, a situação se complicou com a morte de seu marido, o que gerou disputas sobre a propriedade e a intervenção de seu enteado, um funcionário federal. Em 1º de abril, agentes de imigração a detiveram no Alabama por ter ultrapassado o prazo de seu visto de 90 dias.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, expressou desconforto com a maneira como os EUA gerenciam a imigração, afirmando que os métodos empregados são “não alinhados” aos padrões da França e “inaceitáveis”. A França fez pressões para garantir a segurança e o bem-estar de Ross durante seu tempo de detenção, conforme as autoridades foram alertadas sobre a situação delicada da idosa.
Goix revelou que sua mãe estava em processo de solicitar um green card antes de ser detida, e reiterou o desejo da família de que ela recupere seu conforto e se reúna com seus filhos e netos. O prefeito de Orvault, Sébastien Arrouët, também comentou sobre o estado emocional de Ross, afirmando que ela está aliviada por estar de volta à sua terra natal, um lugar que ela conhece apenas superficialmente. Ele destacou a necessidade de compreensão em relação à “violência psicológica” que a idosa sofreu, enfatizando a importância de seu processo de recuperação.
Ross, que foi levada sob custódia de forma abrupta, não teve a chance de levar seus documentos pessoais, como passaporte e telefone, o que complicou ainda mais sua situação. Agora, em casa, espera-se que a viúva possa finalmente encontrar a paz e a tranquilidade que tanto precisa.







