Filhas são acusadas de planejar assassinato da mãe por conflitos financeiros e controle de empresa da família em Tocantins.

A Polícia Civil do Tocantins finalizou um inquérito que revela detalhes chocantes sobre a morte de Deise Carmen de Oliveira Ribeiro, uma servidora pública e empresária de 55 anos. De acordo com as investigações, o crime teria sido arquitetado de forma fria e calculada pelas próprias filhas da vítima, motivadas por conflitos familiares e interesses financeiros ligados ao controle da empresa da família.

Deise foi encontrada sem vida no Rio Santa Tereza, na zona rural de Peixe, no dia 1º de janeiro. Seu corpo apresentava avançado estado de decomposição, e o desaparecimento da empresária havia sido registrado oficialmente após o Natal do ano anterior.

Informações obtidas pela Polícia Civil indicam que as filhas da vítima estavam presentes na mesma localidade e no mesmo horário em que Deise foi assassinada e posteriormente descartada. As investigações revelaram que a motivação por trás desse ato brutal estava centrada em questões financeiras. Para as suspeitas, Deise representava um obstáculo em sua busca pelo controle da empresa, a qual era a principal fonte de renda da família.

A nota oficial da Polícia Civil enfatizou que a dinâmica familiar era marcada por desentendimentos sobre a administração das finanças. Deise, como proprietária de uma fábrica de rodos, gerenciava todos os recursos, o que fazia com que suas filhas vissem a mãe como um entrave para a liberdade financeira que desejavam.

Além dos atos violentos, as investigações mostraram um nível de planejamento surpreendente. Após o desaparecimento de Deise, suas filhas adquiriram um celular, que foi registrado em nome da mãe, e utilizaram o aparelho para enviar mensagens de despedida a familiares, com o intuito de simular que a vítima havia decidido se afastar voluntariamente. Essa tática visava atrasar a descoberta do crime e ofuscar o início das investigações.

No desenrolar do caso, a filha de 26 anos foi indiciada por feminicídio, ocultação de cadáver, apropriação indébita e supressão de documento. A irmã, de 32 anos, enfrentará acusações semelhantes, incluindo feminicídio e falsa identidade. Ambas estão atualmente detidas de maneira preventiva. O marido da vítima também foi indiciado por supressão de documento, uma vez que sua participação, conforme as apurações, foi focada na eliminação de registros pertinentes ao caso após o crime.

Esses acontecimentos trazem à tona não apenas a trágica perda de uma vida, mas também destacam as tensões que podem existir nas relações familiares em situações de disputas financeiras. O caso aguarda desdobramentos judiciais, enquanto a comunidade local se recupera do choque e do pesar diante desse ato de violência tão próximo.

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