Filha suspeita de mandar matar pai vende bens após crime por R$3 milhões; delegado relata estranheza pela ação.

O caso chocante de uma filha suspeita de mandar matar o próprio pai por causa de uma herança avaliada em R$ 3 milhões tem ganhado destaque na mídia. Segundo informações divulgadas pelo delegado Peterson Amin, a mulher teria vendido parte dos bens herdados cerca de três meses após o crime.

De acordo com o investigador, a filha vendeu 100 cabeças de gado e uma casa, além de tentar mexer no dinheiro do banco, porém sem sucesso. A rápida venda dos bens levantou suspeitas na polícia e reforçou os indícios do seu envolvimento no crime.

A herança incluía 20 alqueires de terra, 110 cabeças de gado, quatro imóveis em Campinorte e uma quantia em dinheiro em conta bancária, sendo a filha a única herdeira. A prisão do casal suspeito aconteceu na cidade de Campos Verdes, no norte de Goiás.

Durante o depoimento à polícia, a investigada responsabilizou o marido pelo planejamento do crime, alegando que estava com medo de denunciá-lo. No entanto, a polícia não acredita nessa versão e o marido se manteve em silêncio durante as perguntas.

A Defensoria Pública acompanhou a audiência de custódia dos acusados, cumprindo seu dever legal, mas se absteve de comentar o caso. A expectativa é que os acusados constituam suas defesas ou que o juízo nomeie um defensor para o caso.

O assassinato do pai da suspeita ocorreu em 1º de abril, na zona rural de Campinorte, e teria sido cometido por três homens contratados pela filha e pelo genro. O executor do crime, que está foragido, denunciou o casal à polícia após não receber o pagamento prometido.

Até o momento, a defesa dos acusados não foi localizada para comentar o caso. A Polícia Civil segue investigando o caso e buscando pela captura do executor do crime. Esse caso chama atenção pela crueldade e pela ganância envolvida, demonstrando como o dinheiro pode ser capaz de levar as pessoas a cometerem atos extremos.

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